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Raramente tenho paciência para ser cronológico.
Nem lógico.
Nem sequer retórico.
Muito menos comentador,
ou elogiador,
ou plagiador,
ou venerador,
ou admirador,
ou amador,
ou profissional,
ou analítico,
ou catalítico,
ou paleolítico,
ou impolítico,
ou corrupto,
ou abrupto.

O que eu gosto é de um whiskynho e roasted peanuts,
de releres, sabores e cores
de marear,
dandarilhar,
destrilhar,
de mangar,
damar,
de namorar,
dolhar.

Afinal, o que eu gosto é de gente.
De nós.
Deles.

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Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu,
E, nesse puro momento
Todo limpo e sensível,
Regressam lacrimosamente
E com um suspiro que mal sentem
Ao homem verdadeiro e primitivo
Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.
Porque isso é natural — mais natural
Que adorar o ouro e Deus
E a arte e a moral …

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro (link)